Aorta da fé e a congregação do Tipiti

Resumo: Diante do apocalipse revelador do oficio do artista, uma trupe de crentes universais quilombolas deseja falar aos corações das pessoas. Mas o que dizer numa época em que os sinais de torpor se apresentam na surdez da sociedade diante da arte? Com esse desafio, a trupe resolve fazer tal como o padre jesuíta Antônio Vieira, que utilizou da alegoria de exaltar aos peixes para criticar a ganancia humana. Para tanto, os artistas começam uma longa jornada a partir de suas histórias de vida, feitas de testemunhos, e pela recuperação dos momentos catárticos da cultura amazônica, que vão desde as ladainhas em latim em reverência aos santos até as festas de tecnobrega da cultura urbana da capital paraense. Assim, nas suas concepções, danças, transes e mascarados poderão redimir a humanidade das suas atrocidades. Será esse o caminho? Os artistas acreditam que sim, pois carregam consigo os tipitis encantados para arrebatar os corações de toda cólera e padecimento.